quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Professores Indicam

 De Punhos Cerrados
                                                                          De: Pedro Bandeira
Professora: Odalva Alves Pedreira Formação em Língua Portuguesa
Colégio Municipal adelina cruz
Itaetê-BA
                                     
Viver num mundo em que parecia fazer parte dele apenas sua Mãe Mariana e ele - Eduardo, fez com que aquele garoto recebesse o “desnome*” de Caramujo.      
Mundo que fora diminuído com a perda dos pais em um acidente nas estradas paulistanas. Agora, seu destino era guiado por bilhetes entre voos, táxis e ônibus até chegar no cerrado goiano para conviver com a avó materna Nhá nana.
Após seu último transporte até o estado de Goiás, ficara naquela estrada tendo como companhia o pó vermelho, a paisagem ressecada e cadáveres de animais – era o inferno, só podia ser – apesar de lhe dizerem que agora mararia no “Encantado”. Em meio aos aspectos infernais, surge o Velho Santinho, aquele que só mais tarde Eduardo descobre ser seu avô, mas que era um dos empregados daquela fazenda, a qual ele – agora com o “desnome” de Garrote – considera o inferno.
No Encantado, Garrote faz o que sabia melhor fazer, montar. Depara-se naquele mundo de inferno, com pessoas que são torturadas a mando de Nhá nana. Ali, aquela gente sequer tem direito de usar o próprio nome. Toda ela tem “desnome”.
Através de Ritinha, cabocla pela qual Garrote se apaixona e do Velho Santinho, ele, Eduardo, destrói aquele mundo coronelista e constrói um “Novo Encantado”.
Ao ler o primeiro capítulo, não suportamos a curiosidade pelo próximo e assim sucessivamente. A literatura é “responsável” em grande parte pela aquisição das nossas habilidades leitoras bem como dos mais variados conhecimentos, e, Pedro Bandeira faz com que viajemos com sua obra já que é vasta a riqueza descritiva, além, de nos manter sempre em curiosidade. Era como se eu não estivesse lendo, mas, como se estivesse acompanhando Garrote nas suas mais variadas e inesperadas aventuras.
Acompanhe você também o menino Garrote! Você não se arrependerá.

* Desnome: Neologismo utilizado pela autora com o sentido apelido.

Professora Odalva Alves Pedreira
Professora de Língua Portuguesa – 6º ao 8º ano
Colégio Municipal Adelina Cruz, Itaetê - BA

Trecho do livro:

     “ _ Rapaz, acorde. Chegamos.
      _ Hein? Chegamos onde?
      _Não sei – respondeu o motorista. _ Acho que a lugar nenhum. Mas o bilhete que me entregaram na última parada mandava que você desembarcasse aqui.
     Caramujo não discutiu. Sua vida estava sendo comandada por bilhetinhos. Desceu e aceitou a ajuda do motorista para desembarcar a pequena bagagem.
     O barulho do ônibus afastou-se até desaparecer, mas a nuvem de poeira vermelha continuou suspensa no ar.“




As 14 pérolas da Índia

A leitura contém, metaforicamente, em seu significado muitas portas e janelas. Ela nos insere na realidade que nos cerca.Nos permite conhecer outras realidades, outros povos, outras culturas. É a busca voluntária da curiosidade, do prazer e do conhecimento que somente um bom livro nos permite experimentar. Assim, venho a indicar o livro “As 14 pérolas da Índia “ de Ilan Brenman, psicólogo e autor de vários livros infantis e juvenis.
Ilustrado por Ionit Zilberman “AS 14 pérolas da Índia” da Editora Brinque Book, é uma coletânea dos melhores contos indianos os quais Ilan Brenman conta através de uma linguagem clara, objetiva e que dá aos textos um toque especial de reflexão e humorismo.
Nos 14 contos apresentados no livro, é possível perceber a influência de uma mistura étnica, pois a história da Índia está permeada por visões estrangeiras, que acabaram se misturando com a cultura local. E, como já sabiam os mestres indianos que não existia melhor forma de transmitir uma idéia ou um ensinamento místico, do que uma boa história.
Apesar de terem sua origem a milhares de quilômetros do Brasil em uma cultura diferente da nossa, as 14 pérolas trazem valores universais e, por isso, fazem muito sentido para nós. Afinal, somos na essência um mesmo homem que ama , sonha, tem medos e procura entender o significado da vida.
            

Professora de Língua Portuguesa – Eva Carla de Almeida
Escola Municipal Magalhães Neto
Rumo – Itaetê- Ba. / outubro -2011

2 comentários:

  1. Parabéns, professoras!Se queremos que nossos alunos sejam leitores proficientes, é primordial que sejamos bons exemplos de leitores, segundo Isabel Solé. Com certeza, teremos resultados satisfatórios, uma vez que estamos com boas propostas de trabalho em leitura em todas as áreas e turmas.
    Zenaide Honório Mota - Escola Municipal Magalhães Neto - Rumo

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  2. Saudades da professora Odalva: um exemplo vivo de leitora! Grandes tessituras foram tecidas pelo viés de suas palavras.
    Beijão!

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