quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Coordenadores Indicam

                                                               
O Violino Cigano e Outros Contos de Mulheres Sábias
                       Categoria: Literatura Infanto-Juvenil Literatura Juvenil


             Em uma das costumeiras visitas à biblioteca da escola Carlos Santana, deparo-me com o livro O Violino Cigano e outros contos de mulheres sábias, fiquei curiosa em saber sobre esses contos, o título bastante convidativo reportou-me  a um outro livro , um de  Gabriel Chalita  que já havia lido, Mulheres que Mudaram o Mundo, onde descreve as mulheres em todas as épocas da civilização, mostrando-nos como luzes inspiradoras de novas conquistas. Numa época extremamente conservadora em todos os cantos do mundo, elas abrem caminho munidas de talento, intuição e carisma, vencendo pela capacidade e não pela força;mas pela sensibilidade e não pela imposição. De dentro de seus lares ou nos postos de trabalho, direta ou indiretamente, elas continuam participando das mudanças do planeta. Mães, tias, avós, professoras, chefes, amigas, namoradas, companheiras. Quem não tem em sua vida um momento inesquecível marcado por uma mulher?
            Pois bem, me senti atraída pela leitura de mais uma obra que descrevesse  a simplicidade  e as grandes conquistas de mulheres que nos ensinam em pleno  século XI, a nos tornarmos guerreiras na luta não por um, mas por muitos espaços de direitos de igualdade  nessa sociedade  que se configura ainda  extre mamente “machista”. Ufa! Desculpe-me pelo desabafo.
            Reporto-me agora ao livro Violino Cigano  e outros contos de mulheres sábiasque reúne histórias de tradição oral com protagonistas femininas, recontados por Regina Machado.Diferentemente dos contos tradicionais mais comuns - em que as mulheres são delicadas, frágeis, e  que normalmente dependem de um homem para serem salvas - as protagonistas dessas dezesseis histórias são verdadeiras heroínas. Aqui narra a delicadeza e a sabedoria da mulher cigana, entrelaçada por uma força que supera a morte. "A melodia é sinuosa, feminina, uma história deslumbrante”. Regina faz um passeio por diferentes tradições - textos gregos, chineses, indianos, árabes, irlandeses - entre outros, para revelar um pouco da cultura popular de cada um.
            Gosto de todos, mas encanto-me com o conto chinês - Mãe Wu - em que a autora nos presenteia neste maravilhoso livro. Ela inicia assim: O silêncio é muito importante no universo da arte de contar histórias. Alguns contos, quando relatados, deixam a audiência tão perplexa que ninguém se mexe do lugar. Na literatura brasileira existe um momento memorável que descreve esse efeito que um certo   tipo de narrativa pode causar. Aqui ela reverencia Machado de Assis com uma última frase do conto de “O espelho”, deste autor: “Quando os outros voltarem a si, o narrador tinha descido as escadas”. Os personagens do conto tinham ficado tão ensimesmados, tão completamente envolvidos com a história contada pelo narrador que nem perceberam quando ele foi embora.
            A história de Mãe Wu sacode o modo costumeiro, arrumadinho, com que vivemos e acreditamos viver nossa vida cotidiana. É um bom exemplo de abrangência insuspeita das narrativas tradicionais. Em geral vive nas pessoas a crença de que tais  narrativas se resumem a “contos de fadas”,  histórias maravilhosas apenas para crianças. Talvez porque não tenhamos vivido as noites em volta da fogueira, em que os mais velhos contavam histórias  aterradoras, “causos” tidos como  acontecidos, cheios de fatos  inexplicáveis  de arrepiar os cabelos.
            Mãe Wu pede silêncio, é uma daquelas histórias cujo final tiram o fôlego da gente. Como diz Regina Machado na introdução do conto em seu livro "Mãe Wu pede silêncio. Ela é uma das heroínas mais assombrosas que já conheci, conclui Regina em Mãe Wu.
            Assim, aproveito para resumidamente narrar aqui à história de Mãe Wu, não só para o deleite, mas também para nossa reflexão. Recomendo a leitura do livro, pois os contos apresentam experiências de aprendizagem e sabedoria, que serve para qualquer pessoa, homem ou mulher. Para colher este conhecimento basta está aberto e saber ouvir sobre a nossa humanidade e a nossa aventura na terra. Espero que gostem!

Mãe Wu

Ela era uma senhora, bem velha, de estatura mediana, robusta, vestida sempre com roupas escuras de algodão e  tinha um rosto redondo, queimado de Sol. Todas as manhãs, Mãe Wu saía cedo de sua casa e subia, apoiada em seu cajado de madeira, rumo à mais alta montanha daquela pequena aldeia da remota China. Sem parar para descansar, ela chegava ao topo da montanha e ia até o túmulo construído naquele lugar. Ficava um bom tempo lá em cima, rezava, limpava a pedra do túmulo e depois descia para tocar os seus afazeres diários. Fazia isso há muitos anos e ninguém na aldeia se lembrava de um único dia que ela tivesse deixado de fazer esse ritual. Ninguém na aldeia também sabia o motivo que a levava a cumprir essa longa e pesada jornada diária – a bem da verdade todos consideravam que isso era uma esquisitice, alguns até a consideravam meio maluca.
E para dar risadas dessa sua “maluquice” é que uns garotos um dia resolveram segui-la, decididos a se divertir às custas da velha mulher. Sem se importar com a presença dos meninos, Mãe Wu limpou a pedra e fez sua oração diária. Foi quando um deles perguntou:
- Porque a senhora faz isso todos os dias, Mãe Wu?
(...)
Queridos leitores  querem  saber  o que  ela respondeu e qual foi o desfecho da história? Pois bem terá que continuar a leitura!

Boa leitura e até breve.

http://www.tecendosaberes20111.blogspot.com

Berenice Santos de Freitas – Professora e Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental II da Escola   Carlos Santana e  Colégio de Bananeiras - Itaetê /Bahia




Querido John

      Adorei o livro Querido John de Nicolas Sparks indicado pelo amigo Leyllton. Este livro me fez lembrar um pouco da minha adolescência.
       Irei compartilhar um pouco das minhas leituras e em especial esse livro que conta a história de John, um soldado americano que apaixona por uma estudante conservadora chamada Savannah. Quando essa moça entra em sua vida, o rapaz sabe que está pronto para começar novamente, porque ele um jovem rebelde, se alista no exército assim que termina a escola, sem saber o que fazer da vida. Durante suas férias, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração entre os dois cresce rapidamente e se transforma em um grande amor que faz com que a garota jure esperá–lo concluir seus serviços militares. Porém, ninguém podia prever que os atentados de 11 de setembro fossem mudar o mundo todo. Como muitos homens e mulheres corajosas, John precisou escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Quando ele finalmente retorna a Carolina do Norte, John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma inimaginável.
Me apaixonei por John pela forma como ele narra o livro, é raro ver romance como esse do ponto de vista masculino, sua paixão, seu sofrimento, seus conflitos, tudo descrito de forma tão real, tão encantadora.
            Em alguns momentos savannah acaba agindo de forma questionável, porem é muito fácil  para o leitor culpá-la sem analisar o contexto de sua decisões.
Se você quiser descobrir uma das histórias de amor mais lindas já contadas e se emocionar muito não pode deixar de jeito nenhum de ler esse livro! John e Savannah são uma espécie de Romeu e Julieta modernos, um amor lindo e dramático marcado pela guerra, um amor lindo destino. Altamente recomendado!
            Querido John é um livro bem legal. Ele traz uma história lindíssima, porém um fim revoltante. Acredito que a maioria das pessoas que leram esse livro, todos ficaram triste ao terminarem de lê-lo. Com certeza nós leitores,  precisamos de finais felizes, contudo história desse porte, nos comovem mais que quaisquer outras. Vale a pena ler. Só se aprende a ler – a ler de verdade em ambiente nos qual se lê.       

Coordenadora Pedagógica: Jocemia Santos Bastos Sampaio
Colégio Municipal de Colônia, Itaetê-BA




A Cama na Varanda (Regina Navarro Lins)


 Cristiane Mara Portugal Brito
(Professora e coordenadora - Escola Municipal Carlos Santana)

Lins, Regina Navarro, 1948. A cama na Varanda: arejando ideias a respeito de amor e sexo: Novas tendências. ed. rev. e ampliada.3ª ed.Rio de janeiro: BestSeller. 2008.

A leitura do livro “A cama na Varanda” de Regina Navarro Lins é muito gostosa de fazer. Tem uma linguagem fácil e de bom entendimento. Um dos livros de maiores sucessos editorias dos anos 60 refresca nossas ideias acerca de amor e sexo de maneira dinâmica e acessível, desenvolvendo no leitor um desejo de mergulhar cada vez mais nas linhas e entrelinhas dos textos, perpassando pelos capítulos e pelas temáticas apresentadas, que abordam questões contemporâneas.
O livro aguça a nossa curiosidade a cada linha escrita e é conduzido por três vias: amor, casamento e sexo e nos chama a atenção pela busca de vida mais livre e desvinculada de regras autoritárias... Sua base de discussão é a insatisfação que predomina nos relacionamentos amorosos e sexuais e nos leva a refletir e pensar criticamente frente a costumes e paradigmas de relacionamentos defendidos desde muito tempo, mostrando possibilidades e importância de uma abertura destes relacionamentos para novas formações.
Podemos enxergar um novo mundo de possibilidades, em que as múltiplas escolhas frente ao amor se amplia, desvinculadas de ideias autoritárias.
Indico porque é uma leitura muito envolvente e por tratar de temáticas ainda muito pouco discutidas no meio profissional, familiar, no grupo de amigos e até mesmo entre casais e ainda por despertar interesse em leitor de variadas idades. O Tabu ainda persiste muito. A leitura é muito boa para a nossa vida pessoal e profissional.

Boa leitura!!!!



Mulheres de Cabul


LOGAN, Harriet – Mulheres de Cabul – Geração Editorial – Ediouro

Um comovente depoimento sobre a vida das mulheres no Afeganistão.
Cada livro que lemos é uma pessoa que conhecemos, um país que visitamos, um momento único em nossas vidas.
Conforme diz Mery Weiss – Ler é viajar pelo mundo. É conhecer outros povos, outras terras, outras culturas. É conhecer também seu mundo interior, identificando emoções e sentimentos.É tornar-se sensível e criativo.
Se não  lemos , todas essas coisas que estão guardadas nos livros não aparecem para nós. Quem não lê, só ver uma parte das coisas do mundo. E não consegue conhecer tudo.
O primeiro contato que tive com o livro de Harriet Logan foi surpreendente. Fez-me sentir a personagem da história Felicidade Clandestina de Clarice Lispector que ao ter em suas mãos o livro desejado fingia que não o tinha só para depois ter o susto de o ter. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade.Não se via como uma menina com  o livro, mas sim uma mulher com seu amante.Foi com muita satisfação e curiosidade que me entreguei à leitura do livro “ Mulheres de Cabul “ da fotógrafa Harriet Logan, que ganhei de uma amiga através do Projeto Cartas desenvolvido pela formadora Aline Nascimento e que não vou cansar de agradecê-la.
Harriet Logan é uma das  fotógrafas mais corajosas e polêmicas da Grã-Bretanha. Bem conhecida por sua capacidade para lidar com as histórias mais difíceis, ela fotografou assuntos variados, incluindo vítimas da Aids, prostitutas ao redor do mundo, salas de pronto-socorro e enfermarias para pacientes de traumas. Seu trabalho já foi distribuído pelo mundo todo, através das revistas como London Sunday Times Magazine, Fortune , Marie- Claire e Elle. Harriet recebeu vários prêmios por suas fotografias, que já foram expostas em toda a Europa e nos Estados Unidos.
“Mulheres de Cabul” é mais que um livro, é um livro que fala. Apesar do título, não é um livro feminista. Fala de um mundo que não conhecemos, fala de batalhas tão diferentes das que travamos diariamente. Nossos problemas são infinitamente menores. O relato, apesar de muito objetivo e jornalístico, acaba nos envolvendo e nos impede de largar o livro antes de ouvir sua história até o fim. Talvez deva ser assim mesmo, outra narrativa poderia se tornar difícil frente aos fatos que por si só já são terríveis.
Este livro amplia, de maneira mais realista, o universo afegão e apresenta uma reportagem viva, emocionante, quase inacreditável, que supera qualquer ficção. Harriet visitou o Afeganistão para ouvir e fotografar dezenas de mulheres durante o regime do Taleban em 1997 e depois dele 2001. Durante esse período, as mulheres do Afeganistão foram submetidas a estapafúrdias leis. Fotografar – entre outras coisas, como empinar pipas, ouvir música e rir em público – era proibido naquele regime autoritário  e absurdamente repressor.Foi nesse mundo de trevas que a fotógrafa mergulhou em busca de histórias e imagens humanas e dolorosas, a convite da London Sunday Times Magazine, em dezembro de 1997, quinze meses depois que o Taleban havia assumido o controle. Era uma missão perigosa, mas o risco valeu a pena, como se pode confirmar nas páginas de “ Mulheres de Cabul”.
Os livros transmitem mensagens diferenciadas para quem os lê. Para mim, a mensagem principal de “ Mulheres de Cabul “ é o valor dado à educação. Apesar de todas as adversidades, mesmo sujeitas a castigos , algumas pessoas se recusaram a abandonar os estudos e o trabalho. Os pais assumiam os riscos dando continuidade à educação das filhas e estas, mesmo pequenas, sabiam da importância desse ato.As que trabalhavam, por exemplo, as professoras,insistiam em  exercer suas funções na clandestinidade, pois permaneciam otimistas e confiantes em relação ao futuro e no fim desse terrível regime .
Depois da derrota do Taleban, no final de 2001, Harriet Logan retornou ao Afeganistão e ali reencontrou muitas daquelas mulheres e conheceu outras. Inteligentes e corajosas, elas compartilharam com Harriet suas histórias de tristeza inimaginável e força permanente, através de longos anos de guerra e de incertezas.
Por isso digo : leia “ Mulheres de Cabul” , presenteie  “ Mulheres de Cabul “, recomende“ Mulheres de Cabul “, mas principalmente reflita que toda a sociedade, sem uma educação sólida, um dia pode ter seus dias de Cabul, pois a ignorância e a falta de valores destroem qualquer país.



Coordenadora Pedagógica do Fundamental II –
Escola Municipal Magalhães Neto
Zenaide Honório Mota  -
Rumo – Itaetê- Ba./outubro -2011



2 comentários:

  1. Como diz Giselda Laporta Nicolelis , " O livro é a bússola que orienta o navegante rumo ao desconhecido na admirável e fascinante aventura de viver ". Que nós continuemos com essa bússola compartilhando-a com nossos alunos e outros, incentivando-os para que se tornem leitores proficientes e viajem no mundo da leitura.
    Parabéns, coordenadores! É nossa missão fomrntar a leitura!
    Coordenadora Pedagógica do Fundamental II -
    Zenaide Honório Mota - Rumo-Itaetê-Ba

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  2. Tá lindo o blog! Mas, tipo assim: CADÊ A MINHA INDICAÇÃO LITERÁRIA, hein? kkkkkkk

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